terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Para o ano, 2014, faz cem anos que a Europa assistiu a um conflito bélico que até aí não havia memória: a Primeira Guerra Mundial, um conflito bélico que decorreu de 1914 a 1918 que ceifou mais de nove milhões de soldados de Infantaria, Marinha e Força Aérea. Calcula-se que mais de cinco milhões de civis morreram em consequência da ocupação, bombardeamentos, fome e doenças.

Ao longo do ano corrente irei aqui colocar alguns textos elucidativos que deram origem ao conflito. 
Como estamos em 2013 irei iniciar esta conversa convosco a partir de 1913 podendo, sempre que for necessário, recuar mais um pouco no tempo, para podermos entender melhor este grande conflito que teve início no coração da Europa e depois se estendeu ao resto do mundo.

Chamar-lhe-ei o «Prelúdio da Guerra».

É evidente que a Internet está cheia de explicações, textos sobre este tremendo conflito e, para todos os que estão interessados em melhorar os seus conhecimentos, poderão recorrer a eles. Contudo, eu penso no meu público restrito e fiel, que me tem acompanhado desde o início desta aventura pela blogosfera e penso que sendo eu a escrever, o assunto terá mais sabor e será devidamente lido; e é a pensar em vós que eu me aventuro por estas águas lodosas que um conflito armado desta envergadura sempre provoca, chegando mesmo a ser nauseante pensar que tudo apenas começou pela conquista de um pedaço de terra!
Milhões e milhões de homens pereceram nos campos de batalha e nas trincheiras que anteriormente juravam «guerra à guerra», que aquela iria ser a «mãe de todas as guerras» e depois dela «o mundo nunca mais viria uma nova guerra»!

No início do conflito, logo em 1914, eram muitos os que acreditavam que no Natal tudo estaria resolvido e terminado; a guerra seria curta e ambos os lados, alemães e aliados, seriam os vencedores. Como se fosse possível que numa guerra houvesse vencedores. Todos os intervenientes num conflito bélico são perdedores, quer seja perda de vidas, expoente máximo, quer seja perda de batalhas e da guerra, propriamente dita. Nisto nunca ninguém sai vencedor, apesar do lado ganhador festejar sempre a vitória.

Neste conflito que iremos estudar houve vozes que concordavam com a guerra e outras que discordavam, como é habitual em situações idênticas. Todavia, neste caso específico, as vozes contra o conflito eram mais do que as que estavam a favor, então como é que as primeiras se viram de repente sem capacidade para o fazer?

Parto para este grande desafio, porque é efetivamente grande e trabalhoso, com a convicção de que ele nos vai ajudar a compreender melhor a história da Europa. E, porque não, mutatis mutandis, ajudar-nos a melhor entender a época atual.

Arregaço as mangas e deito mão à tarefa, esperando que seja do vosso agrado, apesar do tema não ser bonito, mas é real, aconteceu e Portugal esteve nesta guerra. Foram muitos os soldados portugueses que morreram em terras de França. 

Até breve vou agora preparar o próximo texto.

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