Nos últimos dois anos pelo menos mais de duzentos mil portugueses abandonaram o país e rumaram para outros destinos. Portugal sempre teve na sua história episódios de emigração, como podem ver neste belíssimo romance de Ferreira de Castro.
Só que agora os emigrantes já não levam a sua malinha de cartão. Levam na bagagem os seus diplomas de licenciados, mestres e doutorados. São jovens que têm os seus cursos pagos por todos nós e agora vão dar o seu contributo a outros países, porque o nosso não quer saber deles para nada. Aliás, penso que o nosso país não quer saber de nós para nada. O ideal é Portugal não ter portugueses! Assim seria um grande país, habitado apenas pelo governo, parlamento e sindicatos!
O importante foi o acontecimento de termos ido ao mercado e termos ido comprar dinheiro. A preço de oiro. Isso é que é o grande acontecimento, celebrado com fogo de artifício e cantares de vitória vindos da presidência da República e governo.
Ora isto é que é um feito! Agora temos os problemas todos resolvidos. A economia vai crescer, os empregos vão exceder a procura, as empresas vão deixar de ir à falência, os ordenados vão ser aumentados, os reformados e aposentados vão ver as suas reformas triplicarem, isto é, voltarem a receber aquilo que descontaram durante toda a sua vida contributiva.
Ups... Eheheheheh
Estava a brincar... Afinal um reformado que ganhe mais de 1300 euros mensais é um ricalhaço e há que lhe tirar quase todos os seus ganhos de uma vida de descontos. Ah! Ganda país que assim tratas os teus filhos!!!!!!
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