segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Santa Teresa de Jesus

Santa Teresa nasceu em Ávila a 28 de março de 1515. Passou a infância e a adolescência a oscilar entre a oração e as vaidades mundanas. Apesar da oposição do pai, aos 21 anos entrou no Convento de Santa Maria do Monte do Carmelo. Na fase inicial de monja a sua vida religiosa, tal como a própria santa o declarou, pautou-se pela tibieza, porém, em 1554, ao fixar o seu olhar numa imagem de Cristo «muito chagado», nas palavras da Santa, foi «apanhada em cheio» por Deus.
A partir desse momento foram grandiosos os passos da Santa no caminho da perfeição, tendo mesmo grandes revelações místicas. Para Teresa Deus era o seu Tudo, o Seu Amigo. São conhecidas muitas das suas frases: «Nada te perturbe, nada te espante.» «Tudo passa. Deus não muda.» «A paciência tudo alcança.» «Quem a Deus tem, nada lhe falta.» «Só Deus basta!»

Juntamente com S. João da Cruz empreendeu a reforma da Ordem e fundou 15 conventos, tendo começado pelo Convento de S. José, em Ávila. Todas estas reformas lhe valeram grandes tribulações, mas tudo suportou com uma coragem extraordinária. Foram muitos também os males físicos, mas era sempre encorajada pelo seu «Capitão» (Jesus Cristo).

Deixou escritos de grande profundidade mística e valor espiritual: o Livro da Vida, o Caminho da Perfeição, o Castelo Interior, todos relatados na primeira pessoa, e em que ela partilha todas as suas experiências.

Morreu em Alba de Tormes a 4 de outubro de 1582. Para Teixeira de Pascoais Teresa de Jesus foi «a Ibéria feita mulher».

O papa Paulo VI proclamou-a doutora da Igreja em 1970. Mulher dotada de grande humildade, simplicidade, sentido de humor e muita alegria.

Oração: Senhor, que por meio de Santa Teresa de Ávila, inspirada pelo Espírito Santo, manifestastes à Igreja o caminho da perfeição, concedei-nos a graça de encontrar alimento na sua doutrina espiritual e de nos inflamarmos ne desejo da verdadeira santidade.

«Estando presente tão bom amigo e tão generoso capitão, Jesus Cristo, tudo podemos suportar. Ele é ajuda e dá forças; nunca falta; é verdadeiro amigo. E eu vejo claramente que, para contentar a Deus e receber grandes mercês, Ele quer que seja pelas mãos desta humanidade sacratíssima, na qual a sua Majestade se deleita.
Muitas vezes o vi por experiência. O Senhor mo disse. Vi claramente que temos de entrar por esta porta se quisermos que a soberana Majestade nos mostre grandes segredos. Não se procure outro caminho, mesmo estando no mais alto grau da contemplação; é por aqui que se vai seguro. (...)
Que mais desejamos de amigo tão bom ao nosso lado, que não nos deixará em dificuldades e tribulações, como fazem os do mundo? Ditoso aquele que O ama de verdade e O traz sempre junto de si. Consideremos o glorioso S. Paulo que tinha sempre na sua boca o nome de Jesus, porque o tinha bem no coração. Depois de ter compreendido isto, reparei com cuidado am alguns santos, grandes contemplativos, que não iam por outro caminho: São Francisco, Santo António de Pádua, São Bernardo, Santa Catarina de Sena. (...)
O amor pede amor. Procuremos pois ir meditando nisto e despertando-nos para amar. Na verdade, se o Senhor nos concede uma vez a graça de nos imprimir no coração este amor, tudo será fácil para nós e muito faremos em breve tempo e com pouco trabalho.» (Santa Teresa de Jesus, Livro da Vida)

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