Nasceu a 18 de julho de 1193, em Assis, no seio de uma família abastada. Conheceu aos 18 anos Francisco, tornando-se este seu diretor espiritual.
Clara desde criança sempre manifestou inclinação pela contemplação e pelo amor aos mais pobres. Após ter encontrado Francisco decidiu consagrar-se totalmente a Deus, o que ia contra a linha de seus pais, que a queriam ver casada. Clara, aos 18 anos, saiu de casa durante a noite no Domingo de Ramos e foi ao encontro de Francisco, que lhe cortou os cabelos como sinal de total consagração a Deus. Recolheu-se num mosteiro beneditino e os parentes esforçaram-se para a retirar de lá, mas sem sucesso. Avançaram para Clara para a levarem dali para fora, mas Clara agarrou com uma das mãos a toalha do altar e com a outra afastou o véu, desnudando a cabeça rapada (in Clara, a Constelação e o Signo). Cerca de 15 dias depois de Clara ter saído da casa de seus pais, a sua irmã Catarina junta-se-lhe, tornando-se a sua primeira noviça recebeu o nome de Inês. Instalaram-se por fim em S. Damião que foi para Clara «"a gruta da montanha", onde Deus Se lhe manifestou em suave brisa» (in idem). Rapidamente se lhes juntaram mais companheiras. Ambos, Clara e Francisco, dois jovens de Assis totalmente enamorados por Cristo, e só pelo seu amor a Ele, levaram a cabo um projeto extraordinariamente original -- uma revolução radical nos ensinamentos de Jesus, a qual veio a mudar a história do mundo cristão.
Pedir privilégios é algo intemporal, mas na Idade Média tal pedido era particularmente frequente. Clara também foi pedir um privilégio à Santa Sé, mas ao contrário de outros pedidos, o pedido de Clara foi estranho, inédito: O privilégio da pobreza.
O papa Inocêncio III, em 1215. decidiu aceitar o insólito pedido de Clara e assim na bula escreve: «(...) Por isso, tal como haveis suplicado, confirmamos com benignidade apostólica o vosso propósito de altíssima pobreza e determinamos por força de presente escrito que ninguém vos possa obrigar a receber propriedades (...)» (in idem, p.325).
Clara foi também a primeira mulher na história a elaborar um texto legislativo; foi «a primeira mulher a escrever uma Regra para mulheres e vê-la aprovada» (in idem, p.329).
No dia 11 de agosto de 1253 morre Clara depois de 17 dias agonizantes. «Louvo-Te e glorifico-Te, Senhor, por me teres criado».
Oração da Liturgia das Horas: «Senhor, que na vossa infinita misericórdia inspirastes a Santa Clara um profundo amor à pobreza evangélica, concedei, por sua intercessão, que seguindo a Cristo na pobreza espiritual, mereçamos um dia contemplar-vos no reino dos Céus.»
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