Agostinho nasceu em Tagaste, no norte de África, em 354. Durante a sua juventude levou uma vida desregrada, dissoluta e boémia. Tornou-se professor e lecionou em Cartago, a que Agostinho descreve na sua autobiografia como «uma caldeira de amores ilícitos», primeiro, em 371, e depois em Roma, em 384. Em Cartago rapidamente encontra uma amante da qual teve um filho, dando-lhe o nome de Adeodato, que morreu aos 18 anos.
Seguiu um ano depois para Milão, e por influência dos sermões de Santo Ambrósio e pela sua mãe, Santa Mónica, Agostinho abandona a sua vida de boémia e converteu-se totalmente a Deus, aos 32 anos
Foi batizado em Milão, na Páscoa de 387, por Santo Ambrósio. Depois do batismo, Agostinho parte para Óstia na companhia da mãe que entretanto morre. Aí, Agostinho inicia uma vida nova de austeridade e deserto, onde viveu em comunidade com outros frades ascetas que também buscavam a perfeição.
Foi nomeado bispo de Hipona, aos 41 anos de idade, fundando uma comunidade monástica e exercendo uma extraordinária ação pastoral e intelectual, através dos seus escritos, que são imensos: sermões, epístolas, comentários e tratados.
Santo Agostinho é considerado doutor da Igreja. É uma figura incontornável da Igreja; não é possível para qualquer pessoa que estude o Evangelho, a teologia trinitária, a busca incessante da verdade, a filosofia sem passar por Santo Agostinho. Uma das suas frases que mais ficaram famosas: «Ama e faz o que quiseres» evidencia bem a doutrina de Agostinho, que assenta no amor a Deus que liberta.
O papa João Paulo II, numa das suas cartas apostólicas, referindo-se ao santo na sua busca pela verdade e beleza, propô-lo como um exemplo a seguir, especialmente os jovens, e exortou todos a lerem as suas obras, em especial as Confissões, onde Agostinho se mostra totalmente e ainda hoje impressiona pelo seu caráter moderno.
Morreu em 430 precisamente na mesma altura em que os Vândalos, comandados por Genserico, cercavam a cidade e tomaram-na pouco depois de assalto. Santo Agostinho havia rogado a Deus para morrer antes de assistir à invasão.
«Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria se não existisse em Vós. Chamastes, chamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos, e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz.» (de Confissões)
Oração: «renovai, Senhor, na vossa Igreja o espírito com que enriquecestes o bispo Santo Agostinho, para que, animados pelo mesmo espírito, tenhamos sede de Vós, única fonte de sabedoria, e só em Vós, origem do verdadeiro amor, descanse o nosso coração.» (de Liturgia das Horas)
Sem comentários:
Enviar um comentário