Olá amig@s
Mais um título para juntar aqui ao meu cantinho. Subjugado a este título vou aqui colocar algumas reflexões de grandes filósofos. Hoje vou falar-vos de Heraclito.
Nasceu em meados do século VI a. C. em Éfeso, na Grécia, e morreu já próximo do final do século V a. C., com muita idade. É autor da obra Acerca da natureza carregada de aforismos paradoxais e enigmáticos, o que lhe valeu o epíteto de O Obscuro, e é sem dúvida o filósofo da pesquisa.
O ponto de partida de Heraclito é a constatação do incessante devir. O mundo é um fluxo eterno: «Não nos podemos banhar duas vezes na mesma água do rio; pela velocidade do movimento, tudo se dissipa e se recompõe de novo, tudo vem e vai». O fogo é uma substância fundamental e está na origem de toda a mudança e o logos, ou a voz da razão, enquanto princípio da ordem universal.
Heraclito no seu livro lamenta que os homens, apesar de terem escutado o logos, rapidamente se esquecem dessa voz da razão nas palavras e nas ações. Portanto não sabem o que fazem no estado de acordados, como não sabem o que fazem no estado de sono.
É na natureza, segundo o filósofo, que se encontra a pesquisa. «Se não esperares, não acharás o inesperado, porque não se pode achar e é inacessível». E a pesquisa começa precisamente em nós, no nosso interior, o qual nos revela profundidades infinitas: «Tu não encontrarás os confins da alma, andes o que andares, tão profunda é a tua razão».
O pensamento humano é comum a todos e segundo Heraclito «é necessário seguir o que é comum a todos, porque o que é comum é geral».
Para compreender a lei suprema do ser, é necessário juntar o completo e o incompleto, o concorde e o discorde, o harmónico e o dissonante, o amor e o ódio, a guerra e a paz, a voz e o silêncio. Assim e segundo Heraclito, é de todos os opostos que brota a unidade e é da unidade que saem os opostos, isto é, cada um destes opostos, transformando-se, é o primeiro: «O que é oposto une-se e o que diverge conjuga-se».
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