terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Continuação sobra a conversa deste superministro

Se por acaso tiveram curiosidade de consultar a página que eu indiquei deste superministro, poderão constatar que, pobrezinho, se reformou tão novo com 14 000 euros por mês... Tadinho e eu sou apenas mais nova do que ele três aninhos e estou sem exercer qualquer atividade, o que quer dizer que não tenho ordenado, nem tão-pouco tenho direito ao fundo de desemprego, nem a nada, porque, enfim, sempre trabalhei honestamente para a função privada e nunca usufruí de benesses!
É que nem me posso considerar desempregada, porque como exerço uma atividade por conta própria nem entro no Centro de (des)Emprego...
E este superministro, tão culto, tão estudioso, tão académico, se deve ter esgotado com tanta atividade académica, claro, que se reformou ao 51 anos esgotado completamente... Arre, porque não, afinal? A presidente da assembleia também é uma reformada aos 54 anos com mais de 7500 euros por mês, do Tribunal Constitucional! Pobres de nós... estamos a ser governados por um bando de reformados! Não é por mero acaso que Portugal tem um índice tão baixo de natalidade... É um país de reformados, de velhos...! 
Olhem bem para a carinha dele; olhem bem para a carinha da presidente da assembleia da República, não vos parecem ambos velhinhos e a necessitarem de reforma, porque ambos estão absolutamente exaustos com tanto trabalho? Só não acredita quem é um grandessíssimo invejoso, ou invejosa, porque se vê logo que ambos necessitam de uma reforma antecipada porque ambos estão esgotados! Aliás como estão esgotados todos os que pertencem a este grupo. Trabalhar na função pública sempre esgotou qualquer trabalhador. E digo isto porque têm um horário estafante, cerca de 22 horas semanais ou 32 horas, mediante o tipo de trabalho, enquanto que os da função privada, autênticos «preguiçosos», «javardolas», trabalham umas míseras 40 horas de trabalho semanais! E há uns pobres coitados de trabalhadores da função privada, que ainda têm a coragem de trabalhar mais de 60 horas por semana sem lhes serem pagas as horas extras...  E, na melhor das hipóteses, é-lhes pago os subsídios, porque a maior parte da função privada já não lhes é pago os subsídios, não têm aumentos e muitos, infelizmente, nem lhes é pago o salário mensal! 
Realmente de que se queixa a função privada? Devem estar a gozar comigo, connosco, com todos, não é verdade?
Já para não abordar um tema caro e muito em moda que é o da assistência médica. Deste assunto falarei em próximos artigos.

Por isso não podemos estar mais solidários com o cansaço que obriga os nossos dirigentes a serem reformados antes dos 50 anos. A vida política cansa, esgota e provoca cabelos brancos. Daí que este governo esteja tão interessado em aumentar o nosso tempo de trabalho (que me digam onde, que eu prometo fazê-lo) porque eles necessitam urgentemente de quem lhes alimente as reformas chorudas que eles próprios estipularam ter de direito. 

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