Ok.... eu não consigo «lutar» contra uma figura pública. Enquanto eu por aqui, nesta blogosfera, falo do primeiro-ministro, ele mais «gosto» tem na sua página e eu poucas visualizações, por comparação. Pena! Temos pena que assim seja. Parece mesmo que ele ganha e eu perco... Que perco eu? Um futuro de vida. E isto o que é? De muito pouco valor.
Quando somos crianças e imaginamos o nosso futuro, imaginamo-lo como hoje está? Lamentavelmente, eu nunca imaginei até há bem pouco tempo pensar ou ponderar numa hipótese de sair daqui. E estou a falar de até há uns meses. Agora? Bem, agora é diferente. Abracei uma carreira profissional que me deu a ilusão de poder trabalhar até à morte. Pena! Afinal, o até à morte era apenas um eufemismo, até aparecer uma crise que matou a economia interna.
Portugal caracterizou-se sempre pelo seu mercado interno. Tipo uma troca. Tenho isto, em troca dás-me isso. Só que neste momento estas trocas não são possíveis, porque o primeiro nada tem para trocar com o segundo! Apenas oiço falar das empresas exportadoras e as internas, as que trabalham não para o mercado externo, mas para o interno, tipo restaurantes, livrarias, editoras de livros, cozinhas, comércio de retalho etc. o que está a acontecer a estas empresas? A falência! A falência, meus amigos. Nada mais que a falência! E as que ainda não faliram, agonizam. E nesta agonia das empresas que lidam e comercializam no nosso mercado interno ouvem-se os gritos de agonia. No silêncio eu ouço-os, vocês não? E será que os membros do governo se tornaram surdos a estes gritos de agonia? Tudo indica que sim, pelas atitudes que vão tomando. Não há silêncio mais aterrador do que o que se segue a uma tragédia. Já alguém ouviu e sentiu o silêncio medonho a seguir a um embate violento do automóvel? É exatamente este silêncio que eu estou a ouvir. E é este silêncio opressivo, deprimente, indicador de tragédia que me está a preocupar, porque está a cair sobre nós como uma capa espessa que nos asfixia. Lutemos contra este silêncio asfixiante. Como? Pois não sei bem, porque não se podem pedir milagres a pessoas que não têm qualquer rendimento. Roubaram-lhes o emprego, roubaram-lhes o subsídio de desemprego, roubaram-lhes as casas, roubaram-lhes a vida.
Portugal é um país de proprietários de casas. Recordo-me que em 1991 era quase uma vergonha não ser proprietário de uma casa, isto é, de não ter pedido ao Banco um empréstimo para uma casa. Era essa a filosofia, o sentido de vida, incentivado pelo atual presidente da República, porque na altura era o «ilustre» primeiro-ministro. Estão recordados disto? E não contentes com isto ainda vem o senhor engenheiro Guterres fazer «mea culpa»... Meus caros e caras amigas e amigos isto é de bradar aos Céus. Já não há políticos, nem políticas. De palavra de honra e volto a afirmar, tenho 48 anos, e nunca vi, ou ouvi, ou presenciei algo semelhante. Tive de falar sobre estes assuntos com várias pessoas para ter a certeza de que tinha ouvido bem. Que não tinha sonhado. Estou-me nas tintas para a mea culpa do senhor engenheiro Guterres, como me estou nas tintas para a conversa do presidente da República que só fala do mar e das pescas e da agricultura, quando ele, enquanto primeiro-ministro, acabou com a indústria e as pescas. Só não acabou totalmente com a agricultura, porque nós, PORTUGUESES, somos agarrados à terra.
Hei de voltar a este assunto, mas não hoje, hoje não! Estou cansada e farta. Farta de políticos que foram postos fora e depois eleitos novamente. Efetivamente, só temos aquilo que merecemos.
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