domingo, 25 de novembro de 2012

As árvores, nossas grandes amigas

Estou a fazer um trabalho sobre árvores e tenho descoberto coisas interessantíssimas. Há árvores que duram centenas de anos, como é o caso das nossas oliveiras, por exemplo, outras que atingem dezenas e dezenas de metros de altura, como as sequoias. A árvore aloja em si uma série de organismos vivos. Quando se abate uma árvore viva, está-se a matar esses organismos. E há também mitos ligados às árvores. Por exemplo, quando pegamos nuns troncos de madeira e os colocamos na lareira para arderem, volta e meia ouvimos um crepitar e uns estalidos. Claro que isto é resultado da água que existe no tronco da madeira. Mas é agradável pensar e tentar acreditar que esses estalidos resultam do espírito da árvore que está a sair, e esse espírito vai invadir a nossa casa e povoá-la de energias positivas. Porque os espíritos que habitam nas árvores são sempre bons e benéficos. Aliás, na França havia um ritual de Natal de acender sempre um fogo e de lá colocar a arder um tronco grosso, para ir ardendo lentamente, de modo a permitir que os espíritos saíssem calmamente, invadissem as casas e a purificassem. Com a modernidade, as casas deixaram de ter lareiras e os franceses inventaram o «tronco de Natal», que é um bolo de chocolate que imita um tronco de árvore.

Lembro-me, quando era miúda, a Circunvalação estava cheia de árvores. Depois foram todas cortadas, sabe-se lá porquê! Agora voltaram a colocar lá árvores... Muitas pessoas acreditam que as árvores provocam alergias. E grande responsabilidade nesta crença provém da medicina, pois para além de não provocarem alergias, purificam o ambiente absorvendo os elementos poluentes. 

Árvore é vida. Dá-nos sombra, protege-nos dos ruídos, dá-nos alimento. Sem elas o nosso ambiente seria muito mais poluído do que é hoje. Por isso, olhemos com uns novos olhos uma árvore: é um reservatório de vida para centenas de organismos; abriga os pássaros;  absorve os poluentes e dá-nos em troca o oxigénio; carrega no seu interior espíritos bons e dá-nos frutos saborosos. Só por estas razões deveríamos olhar para ela com carinho, respeitá-la e tratá-la bem e não podá-la como se ela fosse uma árvore de fruto, pois só estas é que aceitam podas. As ornamentais sofrem imenso com as podas a que as sujeitam: provocam feridas no tronco que são chagas abertas a fungos, provocando-lhes doenças fatais.

Deus colocou à nossa disposição uma gigantesca farmácia totalmente gratuita. Segue-se alguns exemplos: o azeite e óleos de frutos secos, como os pistácios, as amêndoas, as avelãs, as nozes, os amendoins e os abacates fornecem-nos as gorduras monoinsaturadas, que são as gorduras benéficas. Os alimentos ricos em gorduras polinsaturadas encontramo-los no salmão, no arenque, nas trutas, na sardinha e na cavala. os antioxidantes estão no alho, na cebola, na laranja, no limão e nos vegetais de cor escura. Os ricos em ácido fólico são a laranja e todos os vegetais de folhas verdes.

Como curiosidade acrescento que os tomates, beringelas, pepinos e abóboras são frutos e não vegetais. Os frutos classificam-se por apresentarem sementes no seu interior.

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