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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

As minhas leituras

Já comecei a ler este livro. Começa precisamente com a família alemã em fevereiro de 1933 no momento do incêndio do Reichstag (o parlamento alemão). Sentimos o cheiro a queimado, ouvimos os discursos de Hitler inflamados e endemoniados no local e ouvimo-lo a conversar com o gordo Goring e a planear a encenação de liquidarem os comunistas, porque naquele momento, Hitler, Goring e o sinistro Goebbels acabaram de traçar o destino fatal aos comunistas. Estes foram os primeiros da lista sangrenta elaborada pelas figuras mais sinistras e mais terríveis de que há memória na Europa do século XX. Logo naquela noite do incêndio do Reichstag, começou a purga na Alemanha. Milhares e milhares de comunistas foram presos, torturados, alguns morreram mesmo nessas noite, e enviados para o primeiro campo de concentração da Alemanha, Dachau, em Berlim. E assim se iniciou o período mais negro da história da Europa.

Já que estou a referir-me ao período mais horrendo da nossa história europeia, não posso deixar de me escandalizar quando comparam a chanceler Merkel com tal figura demoníaca, endoidecida, raivosa e que arrastou consigo milhões de pessoas que foram intervenientes principais em mortes, genocídios, purgas. A senhora Merkel não tem nada a ver com tal figura sinistra. Não devemos estabelecer paralelismos com os tempos e pensar que são os mesmos. Estamos perante uma crise financeira com contornos muito semelhantes à de 1929 que mergulhou a Europa e os Estados Unidos numa profunda crise financeira. Os teatros neste momento são os mesmos, mas não podemos criar paralelas entre os atores dos anos 30 do século XX com estes do século XXI. Não nos podemos esquecer que a senhora Merkel nasceu e cresceu na antiga Alemanha de Leste, o que quer dizer ela está habituada a poupar e poupar muito, porque o dinheiro por aquelas bandas não abundava.

Até mais logo, porque agora vou ter de ir passear o meu quatro patas, apesar de ele agora estar ali deitado no sofá, de barriga para cima que é a sua posição favorita.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

As minhas leituras


Hoje comprei o segundo volume da trilogia de Ken Follett. O primeiro volume, A Queda dos Gigantes, é fascinante. O autor descreve os ambientes de tal maneira bem que até dá a ideia ao leitor de que está lá. Para quem desconhece, passo a explicar muito brevemente: o primeiro volume coloca-nos em 1911 e termina em 1925 onde travamos conhecimento com cinco famílias, uma americana, uma alemã, uma inglesa, uma russa e uma galesa. Tendo por companhia estas famílias, vamos fazendo uma visita ao início do século XX, passando pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), descrita com grande rigor histórico, pela revolução russa  e pelo movimento sufragista feminino. Em toda a obra não falta a intriga, o romance amoroso, a luta de classes. São perto de 1000 páginas que nos agarram à leitura sem conseguirmos quase  parar. Li o primeiro volume em 15 dias. 
No segundo volume voltamos a encontrar-nos com as nossas personagens conhecidas e vamos continuar a percorrer o ambiente que antecedeu à subida ao poder de Adolfo Hitler, à guerra civil de Espanha, à Segunda Guerra Mundial, ao Holocausto, à queda das bombas atómicas em Hiroxima e Nagasáqui até ao início da guerra fria. Estou entusiasmada e ansiosa por iniciar a minha leitura. Recomendo vivamente a leitura e nestes dias que se aproximam de frio e chuva não há nada melhor do que ter um livro empolgante por companhia.