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sábado, 1 de setembro de 2012

Santo do dia


Santa Beatriz da Silva
Nasceu em Ceuta por volta de 1425. Filha de pais portugueses, ainda jovem veio viver para Campo Maior e posteriormente foi para Castela como dama da corte da infanta D. Isabel de Portugal. Para se dedicar totalmente a Deus, e especialmente porque a sua grande beleza provocava intensos ciúmes à rainha, retirou-se para um mosteiro em Toledo, onde permaneceu mais de 30 anos, dedicando a sua vida à oração e penitência.
Em 1484 fundou o Instituto da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (Concepcionistas). Morreu em 1490 com fama de santidade. Foi beatificada pelo papa Pio XI, em 1926, após as aparições de uma senhora em Campo Maior, e canonizada a 3 de outubro de 1976 por Paulo VI.

Oração: «Senhor nosso Deus, que fizestes resplandecer na virgem Santa Beatriz o altíssimo dom da contemplação e a adornastes com a singular devoção à Imaculada Conceição da Virgem Maria, concedei-nos que, seguindo o seu exemplo, busquemos na terra a verdadeira sabedoria, para merecermos contemplar no Céu a glória do vosso rosto.» (da Litrugia das Horas)

Hino do ofício de leitura

«A Palavra de Deus é eficaz
E brilha no fulgor da santidade:
Dela se geram alegria e paz,
na graça do amor e da verdade.

Louvemos Deus por Santa Betriz
Que viveu o rigor do Evangelho;
Fielmente seguiu Clara de Assis
Com os dons da prudência e do conselho.

A casa e os amigos abandona, 
De olhar erguido ao esplendor dos Céus;
E assim se torna de si mesma dona,
Íntegra virgem toda entregue a Deus.

Perfil celestial de mulher forte,
Fundou nova família consagrada;
E quando a visitou a Irmã Morte,
Encontrou-a de face iluminada.

Dos caminhos de Deus foi peregrina,
Na gesta nobre duma vida plena;
Por amor quis fazer-se pequenina
E desde o Céu agora nos acena.

Adoremos, cantemos, dêmos glória
Ao supremo Senhor omnipotente;
Suba até Ele um hino de vitória
Com os anjos do Céu eternamente.»                                                                                  

Liturgia das Horas



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Santo do dia

Santo Agostinho

Agostinho nasceu em Tagaste, no norte de África, em 354. Durante a sua juventude levou uma vida desregrada, dissoluta e boémia. Tornou-se professor e lecionou em Cartago, a que Agostinho descreve na sua autobiografia como «uma caldeira de amores ilícitos», primeiro, em 371, e depois em Roma, em 384. Em Cartago rapidamente encontra uma amante da qual teve um filho, dando-lhe o nome de Adeodato, que morreu aos 18 anos.
Seguiu um ano depois para Milão, e por influência dos sermões de Santo Ambrósio e pela sua mãe, Santa Mónica, Agostinho abandona a sua vida de boémia e converteu-se totalmente a Deus, aos 32 anos

Foi batizado em Milão, na Páscoa de 387, por Santo Ambrósio. Depois do batismo, Agostinho parte para Óstia na companhia da mãe que entretanto morre. Aí, Agostinho inicia uma vida nova de austeridade e deserto, onde viveu em comunidade com outros frades ascetas que também buscavam a perfeição.
Foi nomeado bispo de Hipona, aos 41 anos de idade, fundando uma comunidade monástica e exercendo uma extraordinária ação pastoral e intelectual, através dos seus escritos, que são imensos: sermões, epístolas, comentários e tratados.

Santo Agostinho é considerado doutor da Igreja. É uma figura incontornável da Igreja; não é possível para qualquer pessoa que estude o Evangelho, a teologia trinitária, a busca incessante da verdade, a filosofia sem passar por Santo Agostinho. Uma das suas frases que mais ficaram famosas: «Ama e faz o que quiseres» evidencia bem a doutrina de Agostinho, que assenta no amor a Deus que liberta. 

O papa João Paulo II, numa das suas cartas apostólicas, referindo-se ao santo na sua busca pela verdade e beleza, propô-lo como um exemplo a seguir, especialmente os jovens, e exortou todos a lerem as suas obras, em especial as Confissões, onde Agostinho se mostra totalmente e ainda hoje impressiona pelo seu caráter moderno.

Morreu em 430 precisamente na mesma altura em que os Vândalos, comandados por Genserico, cercavam a cidade e tomaram-na pouco depois de assalto. Santo Agostinho havia rogado a Deus para morrer antes de assistir à invasão.

«Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de  mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria se não existisse em Vós. Chamastes, chamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos, e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz.» (de Confissões)

Oração: «renovai, Senhor, na vossa Igreja o espírito com que enriquecestes o bispo Santo Agostinho, para que, animados pelo mesmo espírito, tenhamos sede de Vós, única fonte de sabedoria, e só em Vós, origem do verdadeiro amor, descanse o nosso coração.» (de Liturgia das Horas)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Santo do dia

Santa Mónica nasceu em Tagaste, no norte de África, em 331, no seio de uma família cristã. Muito jovem casou com um pagão, por imposição dos pais, chamado Patrício. Deste matrimónio nasceram quatro filhos, um deles Santo Agostinho. Patrício revelou-se um marido de temperamento violento e infiel, mas Mónica com a sua perseverança e mansidão, conseguiu convertê-lo e Patrício foi mesmo batizado pouco antes de morrer. Santa Mónica também derramou muitas lágrimas e orou insistentemente pela conversão do seu filho, Agostinho, o qual um dia a tranquilizou dizendo-lhe: «o filho de tantas lágrimas não é possível perder-se».
Quando finalmente Agostinho se converteu, Mónica sentiu uma grande alegria e viu que as suas preces tinham sido ouvidas. Morreu em Óstia, em 387. Ao despedir-se dos filhos, pouco antes de morrer, disse-lhes: «Sepultai este corpo em qualquer parte e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim diante do altar do Senhor, onde quer que estejais» (das Confissões de Santo Agostinho). Mulher e mãe que alimentou a sua fé com uma vida de intensa oração acompanhada de virtudes.

Oração: «Senhor nosso Deus, consolação dos que choram, Vós que atendestes misericordiosamente as lágrimas de Santa Mónica pela conversão de seu filho, que saibamos chorar os nossos pecados para alcançar a graça do vosso perdão.» (de Liturgia das Horas)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Santo do dia


Ó Virgem, ó Esposa excelsa, deslumbrante,
Em vós se reuniu todo o fulgor dos céus:
De estrelas refulgentes coroou-Vos Deus
E vestiu-Vos de sol.

Vencentes todo o mal, a morte e o inferno.
Com Cristo sois no céu a nossa defensora
E toda a criação proclama-Vos, Senhora,
Rainha poderosa.

Reinai, Senhora, protegendo a santa Igreja
Reconduzi a Deus os pródigos dispersos
E atraí a Cristo os povos inda imersos
Na escuridão da morte.

Aos pecadores alcançai-lhes o perdão,
Dulcíssima Advogada, que hoje ao céu subistes.
Nos pobres, nos enfermos, nos corações tristes
Brilhe e vença a esperança.

Senhora da Assunção, Senhora da Alegria,
Convosco se eleve ao céu o nosso canto:
Eterna glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
Por toda a eternidade.

Liturgia das Horas, Hino das Laudes.

Santo do dia


Assunção da Virgem Maria, solenidade

Dia em que a Igreja celebra a subida de corpo e alma aos céus de Maria. São João, n'O Apocalipse, vê Maria revestida de sol, sob os pés a lua e na cabeça uma coroa de doze estrelas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e martir

O Cavaleiro da Imaculada.
Nasceu na Polónia a 8 de janeiro de 1894 e entrou ainda adolescente na Ordem dos Frades Menores Conventuais. Foi para Roma estudar teologia e ordenou-se sacerdote em 1918. Considerava-se «cavaleiro da Imaculada» pela ardente devoção a Nossa Senhora e fundou uma piedosa associação chamada Milícia de Maria Imaculada, que rapidamente se estendeu pelo país e outras regiões. Foi missionário no Japão nos anos de 1930. Chegado do Japão, a Alemanha já tinha invadido a Polónia. Homem de grande caridade e com grande sentido de justiça e dever, esconde centenas de judeus polacos. É preso pela Gestapo a 17 de fevereiro de 1941 e transportado para Auschwitz. Um dia um prisioneiro do campo de morte consegue fugir, apesar de dias mais tarde o seu corpo ter aparecido numa latrina, e, como represália pela fuga, os nazis condenam 10 homens que estavam no mesmo bloco do fugitivo, entre eles um pai de família. Perante os gritos do condenado que lamentava o facto de nunca mais poder ver a sua família, o P. Kolbe oferece-se para morrer no seu lugar, não apenas para salvar um pai de família da morte, mas como padre católico para ajudar os outros a bem morrer.
Os nazis aceitaram a troca, e o P. Kolbe e os seus companheiros condenados são fechados no búnquer do bloco 11, bloco que se destinava aos castigos. (Se fizerem uma visita virtual a Auschwitz verão este bloco e, também todo o campo. Recomendo a visita vivamente.)
Durante quinze dias os nazis deixaram ali os prisioneiros para morrerem à fome e à sede. No fim deste período ainda estavam vivos quatro prisioneiros, entre eles o P. Kolbe. Os nazis decidiram então executá-los com uma injeção de veneno a 14 de agosto de 1941. O corpo do P. Kolbe foi atirado para o forno crematório no dia a seguir, dia de Nossa Senhora da Assunção.
Foi beatificado pelo papa Paulo VI em 1971 e canonizado por João Paulo II em 1982, que o declarou «padroeiro do nosso século difícil».

sábado, 11 de agosto de 2012

11 de agosto, dia de Santa Clara

Santa Clara de Assis

Nasceu a 18 de julho de 1193, em Assis, no seio de uma família abastada. Conheceu aos 18 anos Francisco, tornando-se este seu diretor espiritual.
Clara desde criança sempre manifestou inclinação pela contemplação e pelo amor aos mais pobres. Após ter encontrado Francisco decidiu consagrar-se totalmente a Deus, o que ia contra a linha de seus pais, que a queriam ver casada. Clara, aos 18 anos, saiu de casa durante a noite no Domingo de Ramos e foi ao encontro de Francisco, que lhe cortou os cabelos como sinal de total consagração a Deus. Recolheu-se num mosteiro beneditino e os parentes esforçaram-se para a retirar de lá, mas sem sucesso. Avançaram para Clara para a levarem dali para fora, mas Clara agarrou com uma das mãos a toalha do altar e com a outra afastou o véu, desnudando a cabeça rapada (in Clara, a Constelação e o Signo). Cerca de 15 dias depois de Clara ter saído da casa de seus pais, a sua irmã Catarina junta-se-lhe, tornando-se a sua primeira noviça recebeu o nome de Inês. Instalaram-se por fim em S. Damião que foi para Clara «"a gruta da montanha", onde Deus Se lhe manifestou em suave brisa» (in idem). Rapidamente se lhes juntaram mais companheiras. Ambos, Clara e Francisco, dois jovens de Assis totalmente enamorados por Cristo, e só pelo seu amor a Ele, levaram a cabo um projeto extraordinariamente original -- uma revolução radical nos ensinamentos de Jesus, a qual veio a mudar a história do mundo cristão.
Pedir privilégios é algo intemporal, mas na Idade Média tal pedido era particularmente frequente. Clara também foi pedir um privilégio à Santa Sé, mas ao contrário de outros pedidos, o pedido de Clara foi estranho, inédito: O privilégio da pobreza.
O papa Inocêncio III, em 1215. decidiu aceitar o insólito pedido de Clara e assim na bula escreve: «(...) Por isso, tal como haveis suplicado, confirmamos com benignidade apostólica o vosso propósito de altíssima pobreza e determinamos por força de presente escrito que ninguém vos possa obrigar a receber propriedades (...)» (in idem, p.325).

Clara foi também a primeira mulher na história a elaborar um texto legislativo; foi «a primeira mulher a escrever uma Regra para mulheres e vê-la aprovada» (in idem, p.329).

No dia 11 de agosto de 1253 morre Clara depois de 17 dias agonizantes. «Louvo-Te e glorifico-Te, Senhor, por me teres criado».

Oração da Liturgia das Horas: «Senhor, que na vossa infinita misericórdia inspirastes a Santa Clara um profundo amor à pobreza evangélica, concedei, por sua intercessão, que seguindo a Cristo na pobreza espiritual, mereçamos um dia contemplar-vos no reino dos Céus.»

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

São Lourenço

Hoje é o dia de São Lourenço, diácono e mártir. Foi diácono do papa Sisto II, que também foi martirizado. O prefeito de Roma estava interessado nos bens da Igreja, mas São Lourenço apontou para alguns pobres que ali se encontravam e retorquiu: «São estes os nossos tesouros.» Atiraram-no para o fogo de uma grelha e São Lourenço desafiou o seu carrasco dizendo-lhe: «Vira-me para o outro lado, porque este já está assado.»

«Senhor nosso Deus, que inflamaste no fogo da caridade o bem-aventurado São Lourenço e o fizestes resplandecer na fidelidade ao serviço da Igreja e na glória do martírio, fazei-nos amar o que ele amou e praticar o que ele ensinou.»
Liturgia das Horas

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Edith Stein

Hoje o santo do dia é Edith Stein. Sabem quem era? Uma judia alemã que nasceu a 12 de outubro de 1891 na Alemanha. A mãe de Edith era uma religiosa fervorosa, mas Edith a dada altura da sua vida declarou-se ateia. Foi professora e seguiu uma brilhante carreira universitária. Em 1921, com 30 anos, e enquanto passava umas férias na casa de uns amigos descobriu um livro que veio a ser o responsável pela mudança da sua vida: A Vida de Santa Teresa. Edith após a leitura deste livro compra um catecismo católico, assiste às missas e por fim é batizada na Igreja Católica. Recebo o batismo no dia 1 de janeiro de 1922 e muda o seu nome para Teresa. Começam a despertar nela os desejos de entrar para um convento, mas é dissuadida pelo diretor espiritual. Mas Edith não desiste. Dedica-se à oração e ao silêncio e por fim em 1933, com 42 anos, Edith entra no Carmelo sob o nome de Teresa Benedita da Cruz.
Para escapar à perseguição nazi, Edith foge do convento na Alemanha para um outro Carmelo na Holanda. Porém, os tentáculos do regime nazi estenderam o seu poder e atrocidade aos Países Baixos e pouco depois de a Holanda ter sido forçada a render-se, Edith foi enviada para o campo de concentração de Auschwitz, na Polónia. Morre nas câmaras de gás a 9 de agosto de 1942. O papa João Paulo II beatifica-a a 1 de maio de 1987 e Teresa Benedita da Cruz é canonozada a 11 de outubro de 1998. Santa Teresa Benedita da Cruz, juntamente com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena tornam-se as Padroeiras da Europa, ao lado de São Bento, São Cirilo.

«Senhor, deixa acontecer o que desejas: estou preparada mesmo se nunca tiver compensação nesta vida.» Edith Stein.