O tempo é irreversível. Não é possível voltar atrás no tempo, nem que seja por um minuto, um segundo. Logo, porque se pensa tanto no que já passou? Porque se está constantemente a referir o passado? Especialmente tudo o que correu mal? Tudo o que trouxe tristeza? Apenas serve para nos sentirmos ainda mais amargurados. Não vale a pena estarmos constantemente a dar murros contra a parede. Deixemos o passado no seu lugar. Aliás, se teimamos em recordar sempre o passado, apenas lhe estamos a dar vida; a dar vida a algo que nos faz sofrer, nos causa amargura e nos põe tristes. As fúrias do coração nada poderão fazer para o que sucedeu não tivesse sucedido. Então, para quê continuarmo-nos a lamentar sobre o passado? Olhemos sim para o presente. Aprendamos a gostar do momento presente, por muitas dificuldades que ele traga e esqueçamos o passado.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Ex corde
«O sentido da vida é o valor que dá valor a todas as coisas.» Ignacio Larrañaga
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Ex corde
Quem de entre nós não tenta inúmeras vezes possuir uma flor? Mas mal a possuímos rapidamente vemos a sua beleza desaparecer e murchar. Agora, quem apenas se limita a observar a beleza de uma flor no campo, ela permanecerá para sempre connosco. Porque uma flor combina com a tarde, com o pôr do sol, com o cheiro da terra molhada e com as nuvens que vagueiam no horizonte. Tal como a flor no campo, assim também é o amor. O amor é a liberdade e não aquilo que ocorre invariavelmente pensar que amor é possuir. Lembremo-nos da história bíblica de Salomão e das duas mulheres que disputavam a maternidade de uma criança. A verdadeira mãe não suportou a ideia de ver o seu filho divido em dois. Preferiu prescindir da sua maternidade em troca da vida da criança.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Ex corde
«Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e depois, passado um mês, completamente desinteressada delas. Eu sou ao contrário: o tempo passa e a afeição vai crescendo, morrendo apenas quando a ingratidão e a maldade a fizerem morrer.»
Florbela Espanca, Correspondência, 1916.
«A respeito de política (...) eu continuo a não ter fé em ninguém e a achar todos os mesmos.»
Idem.
Florbela Espanca, Correspondência, 1916.
«A respeito de política (...) eu continuo a não ter fé em ninguém e a achar todos os mesmos.»
Idem.
sábado, 25 de agosto de 2012
Ex corde
Um dia o amor perguntou à amizade:
«Para que existes tu, se eu já existo?»
A amizade respondeu:
«Para repor um sorriso onde deixaste uma lágrima.»
«Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu:
Foi espectro de homem,
Só passou pela vida, não viveu.»
Francisco Otaviano (poeta brasileiro)
«Para que existes tu, se eu já existo?»
A amizade respondeu:
«Para repor um sorriso onde deixaste uma lágrima.»
«Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu:
Foi espectro de homem,
Só passou pela vida, não viveu.»
Francisco Otaviano (poeta brasileiro)
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