Olá amig@s
Depois de mais um dia ao ar livre em contacto com a natureza e de sachola na mão (a sério que é ótimo e faz muito bem à saúde) não gostaria de vos deixar um poema de Alberto Caeiro, o grande poeta do campo e da natureza!!
«No entardecer dos dias de verão, às vezes,
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma breve brisa...
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão.
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...
Ah!, os sentidos, os doentes que veem e ouvem!
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão...
Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
E nem repararmos para que há sentidos...
Mas graças a deus que há imperfeição no mundo
Porque a imperfeição é uma coisa,
E haver gente que erra é original,
E haver gente doente torna o mundo engraçado.
Se não houvesse imperfeição, havia uma coisa a menos,
E deve haver muita coisa
Para termos muito que ver e ouvir...
Fernando Pessoa/Alberto Caeiro, Poemas

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