segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Uma homengem aos que morrem nas guerras e àqueles que morreram para que outros tivessem um futuro

Todos os que já ouviram o célebre «Toque de Silêncio» não conseguem deixar de sentir um nó na garganta e um arrepio na espinha.
Mas este «Toque de Silêncio» tem uma história.
Em plena guerra civil americana, no ano de 1862, quando o exército da União combatia o da Confederação, em Harrisons Landing, na Virgínia, o capitão Robert Elly, que combatia ao lado do exército da União, durante a noite ouviu gemidos de um soldado ferido que combatia ao lado dos confederados. O capitão decidiu, apesar do tiroteio intenso, ir buscar o soldado ferido, arrastando-o até ao seu acampamento. Apesar da escuridão, o capitão conseguiu reconhecer o rosto do soldado que agonizava, vindo pouco depois a falecer. Era o rosto do seu filho.
O garoto fora para o Sul, estudar música e tinha-se alistado no exército confederado, sem o conhecimento do pai.
Na madrugada do dia seguinte, o pai, de coração contrito, pediu licença aos seus superiores para enterrar o filho com honras militares, apesar de ser um soldado inimigo. O seu pedido foi atendido, porém disseram-lhe que só lhe poderiam dispensar um músico. O capitão Elly escolheu um corneteiro e pediu-lhe que tocasse uma música que havia encontrado num dos bolsos do uniforme do filho.

Assim nasceu a melodia inesquecível, conhecida por «Taps» cuja letra é:
«O dia terminou, o sol abandona os lagos, os montes e o céu,
Reina a calma, descansa em paz,

Deus está presente.

O crepúsculo tolda o nosso olhar
E uma estrela embeleza o céu, com o seu brilho luminoso
Distante se vai aproximando ao cair da noite.
Dêmos graças e louvores todos os nossos dias
Sob o sol, sob as estrelas, sob o céu enquanto caminhamos
Porque temos a certeza de que

Deus está presente.»

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